Illa da Toxa
2, 3, 4 de outubro de 2025
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A RELAÇÃO ATLÂNTICA E O FUTURO DA EUROPA
Este ano de 2026 marca o quadragésimo aniversário da adesão de Portugal e Espanha ao que então se chamava Comunidade Económica Europeia. Para ambos os países, a adesão significou a culminação de um processo de reconciliação nacional e abertura ao exterior que transformou radicalmente as nossas respetivas sociedades. A Europa, que tanto colaborou nesse processo bem-sucedido, era um ator político otimista e ambicioso, vivia o seu momento de maior esplendor e apresentava-se ao mundo como a concretização prática e efetiva de uma série de princípios morais: paz, lei, liberdade, progresso social e cooperação internacional.

Hoje, a realidade europeia parece muito diferente daquela. A geoestratégia global passou de um paradigma de cooperação multilateral para o exercício puro e simples do poder, onde os grandes competem pela hegemonia e os médios lutam para defender a sua autonomia face a lideranças abertamente coercivas. O soft power passou à história e os valores que antes eram celebrados como pontos fortes do projeto europeu são hoje percebidos como fraquezas perante este novo e inquietante cenário global.

Nós, europeus, enfrentamos desafios internos em matéria de segurança, competitividade e governação. Também sentimos uma frustração crescente em amplos setores das nossas sociedades, que alimenta o discurso daqueles que propõem uma contestação total do sistema. Esses problemas internos são agravados pela deterioração da nossa ligação atlântica. Os EUA deixaram de ser o aliado natural com quem partilhávamos uma visão comum e solidária para se tornarem um parceiro irado, volúvel e até ameaçador, como pudemos constatar na disputa sobre a Gronelândia. Esta nova relação transatlântica, que ainda não está totalmente definida, irá determinar o futuro da União Europeia.

As antigas questões pendentes da Europa, tantas vezes adiadas, são agora necessidades imperiosas e urgentes. Temos de construir rapidamente tudo o que não soubemos criar até agora: uma defesa digna desse nome, um verdadeiro mercado único, uma economia competitiva, uma autonomia estratégica e um modelo de governação que não seja um obstáculo à concretização de todos esses objetivos inalienáveis.

No entanto, uma visão excessivamente pessimista da situação europeia não deve impedir-nos de reconhecer os pontos fortes que tanto invejam aqueles que aspiram a fazer parte da União: o nosso poder comercial, a nossa moeda, o nosso PIB, o nosso modelo de liberdades, a nossa história comum e a nossa determinação em defender o projeto político que partilhamos. Ninguém, e muito menos os próprios europeus, deve subestimar a capacidade do continente para responder aos desafios, por mais exigentes que sejam.

Desde a sua fundação, a Europa cresceu e progrediu nas diferentes crises que teve de enfrentar. Agora, cabe-nos enfrentar a incerteza sobre o futuro da nossa histórica parceria com os EUA; não é de excluir que, dentro de alguns anos, recordemos esta época não pela inquietação que hoje nos acompanha, mas como o motor de um novo salto em frente do continente.
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